Setembro 23, 2008

Cachambi: antes, durante e depois da campanha

No dia 1 de Maio, quando eu ainda era uma pré-candidata a vereadora, já estava organizando ações no bairro onde moro, o Cachambi. O que fizemos:

- porta-a-porta em ruas vizinhas à minha casa ( Castro Alves, Coração de Maria) fazendo um mapeamento dos problemas do bairro e buscando voluntários para a construção de projetos sociais.

- manifestação pela responsabilização do governo em relação ao surto de dengue na cidade.

Ver notícia: http://partidonovo.blogspot.com/2008/04/mobilizao-dengue-rj.html

Encontramos pessoas interessadas em participar desta organização que fizeram pesquisas, uma panfletagem, reuniões semanais e participaram da Parada Gay na Maré, em apoio ao grupo do Projeto Casa Laranja, de onde surgiu outro de nossos candidatos, Vinicius.

E é assim que fazemos campanha: somos ativistas há muito tempo!

Antes, durante e depois da campanha, estivemos/estamos/estaremos em busca de pessoas que acreditem que não adianta somente eleger mais um político para tentar mudar alguma coisa em meio a um sistema que está em crise! Pessoas que acreditem que a única solução é a organização das pessoas e a descentralização do poder!

Paz, Força e Alegria!

Setembro 23, 2008

A violência não é só física!

Estivemos no dia 21 de Setembro na Marcha contra a Intolerância Religiosa em Copacabana: eu, o candidato a prefeito Eduardo Serra, a vice Alice Medina e os candidatos a vereador(a) humanistas (Vinicius e Jacqueline Melo). Além disso, estavam presentes apoiadores de nossas campanhas, do PCB e do Movimento Humanista, dentre eles Hugo Moyano, organizador da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.

O evento foi bastante diverso, incluindo a participação de membros de várias religiões e manifestações culturais.

Nós, humanistas, defendemos que a violência física é resultado de vários outros tipos de violência que nem sempre são óbvios, tais como: a violência moral, psicológica, racial e a violência religiosa. Existe ainda uma violência interna – que sofre cada pessoa que vive neste sistema cruel e desumano – que pode ser compreendida como a valorização do dinheiro acima do homem.

Enquanto o dinheiro for o valor central da sociedade não haverá respeito por diferentes crenças e formas de ser e estar no mundo. Enquanto a violência for nossa principal forma de resolução de conflitos não será dado o devido valor às diferentes formas de comunhão com o sagrado. Isto é uma questão política, pois enquanto houver leis que anti-discriminação que estejam somente no papel e enquanto não houver uma conscientização em relação a necessidade de transformação do homem, não haverá mudança real.

Por isso defendemos: uma educação laica e centrada nos valores do respeito ao ser humano e da liberdade de expressão e opção como única forma de acabar com a intolerância religiosa e com todas as formas de violência geradas pelo sistema em que vivemos.

Paz, Força e Alegria!

Setembro 23, 2008

Jacarezinho: organização popular pela educação

Estive com nosso candidato a prefeito Eduardo Serra, a candidata a vice Alice Medina, o candidato a vereador Vinicius e vários outros amigos ativistas em uma panfletagem/debate com contatos no Jacarezinho. Fomos acompanhados por Márcio Gonçalves, apoiador da campanha e membro do Movimento Humanista há mais de quinze anos, que organizou o Jornal Humanista Voz do Jacarezinho na comunidade.

Conversamos com antigos colaboradores do jornal e simpatizantes do Movimento Humanista sobre a necessidade de construirmos Conselhos Populares e sobre a dificuldade de manter o trabalho em equipe depois que algum problema pontual é resolvido: as pessoas podem até se mobilizar para conseguir água para suas ruas ou melhorias imediatas e mais urgentes, mas depois a organização se desfaz.

Ficou clara com nossa visita a necessidade de organizarmos reuniões permanentes e fóruns de discussão em que cada vez mais pessoas possam pensar a educação da comunidade e organizar calendários de ação conjunta que possam ir além dos objetivos pontuais.

Paz, Força e Alegria!

Setembro 23, 2008

Sepetiba: educação e a questão ambiental

Durante esta campanha, estive quatro vezes em Sepetiba: há cinco anos realizei por lá um projeto da Campanha “Educar para a Não-Violência” que foi concebido pelo Movimento Humanista e pela ONG – A Comunidade para o Desenvolvimento Humano e implementado no Chile, na Argentina e em alguns países da Europa. Eu, particularmente, apoiei a construção deste projeto em escolas do Rio de Janeiro e encontrei muitos aliados, voluntários que toparam fazer pesquisas com a população e implementar encontros de não-violência em seus locais de trabalho e estudo. Dentre estes voluntários, estava Beatriz de Sepetiba.

Foi a partir do contato com Beatriz, que hoje atua no Grupo Fé e Política organizado pela Igreja Católica na região, que assisti ao debate para candidatos à prefeitura do Rio, no qual esteve presente o candidato de nossa chapa Eduardo Serra. Também assisti a um dos debates para vereadores em que esteve presente Paulo Oliveira, candidato comunista de nossa chapa. Além disso, fui convidada a conversar com os alunos do pré-vestibular organizado pela igreja e com os membros do Grupo Fé e Política sobre minhas propostas de campanha e estive em um terceiro debate como candidata a vereadora.

Nestas quatro visitas, delineou-se um quadro assustador da realidade que Sepetiba vive hoje e que inclui:

- a falta de escolas para uma população que dobrou de tamanho nos últimos cinco anos

- a questão da implantação do pólo petroquímico na região que pode transformar Sepetiba na próxima Cubatão brasileira.

- a falta de incentivo aos pescadores da região e total descaso das autoridades frente a como a questão ambiental influencia também a economia local.

- a questão do transporte precário e da má administração das gratuidades que dificulta a vida dos moradores da região.

Durante essas quatro visitas, além dos problemas já mencionados, discutimos as dificuldades relacionadas à área de saúde e à necessidade de mobilização popular. No entanto, o tema ambiental despontou como a principal luta das organizações presentes nos debates, dentre elas a ONG Sara, organizações de pescadores e a Cores.

Para nós, humanistas, enquanto a educação não for prioridade e enquanto não houver organização popular, não será possível mudar este quadro!

Algumas propostas de ação que surgiram ao longo dos debates:

- Realizar visitas de conscientização em relação à questão ambiental em escolas e porta-a-porta em diferentes ruas de Sepetiba,  orientando a população e convidando às reuniões do Conselho Popular de Educação.

- Manifestações no centro da cidade, levando desenhos, esquetes e faixas criadas por alunos das escolas da região e professores, com o intuito de chamar a atenção das autoridades e deixar claro que “Sepetiba também faz parte do Rio de Janeiro”.

Para isso,  faz-se necessária a organização de um Conselho Popular em Sepetiba e calendários semanais de implementação de tais atividades.

Desde já coloco-me à disposição de todos e todas que queiram construir tais conselhos, implementar essas e outras iniciativas de organização, logo após a campanha, para que possamos estar cada vez mais perto do sonho de construção do Poder Popular.

Paz, Força e Alegria!

Agosto 11, 2008

UM PONTO DE VISTA

” Se a saúde e a educação são tratadas de modo desigual para os habitantes de um país, a revolução implica em educação e saúde gratuitas para todos porque, definitivamente, esses são os dois valores máximos da revolução e eles deverão substituir o paradigma da sociedade atual dado pela riqueza e pelo poder. Colocando tudo em função da saúde e da educação, os complexíssimos problemas econômicos e tecnológicos da sociedade atual terão o parâmetro correto para seu tratamento”.

“O grande argumento do capitalismo é colocar tudo em dúvida, perguntando sempre de onde sairão os recursos e como aumentará a produtividade, dando a entender que os recursos saem de empréstimos bancários e não do trabalho do povo”.

” Se for parte da educação a criação de um ser humano autoritário, violento e xenófobo(…) então de nada vale tal modelo”.
- Mario Luiz Rodrigues Cobos em Cartas a meus amigos, Carta 7, 1994.